A ARTE DE OUVIR ANTES DE FALAR
Pilar Casagrande
Para falar bem não basta uma boca, pois tem gente que, não sabendo usá-la, tem feito um grande estrago com o que diz. Da mesma forma, não basta um par de olhos para saber ver bem, pois muitos olham, olham e não conseguem ver o que só poucos descobrem. E esses “poucos”, com suas descobertas, acabam inovando e revolucionando o mundo. A mesma coisa se dá com nossos ouvidos.
A questão é quão bem você ouve, pois ouvir é uma coisa, compreender o que se ouve é totalmente diferente. Saber ouvir leva tempo, prática, paciência e requer a capacidade de ficar quieto e deixar a outra pessoa falar por quanto tempo for necessário, mesmo quando naquele momento sua mente já esteja iniciando um raciocínio, ou uma contra-argumentação.
Ouvir bem significa que ouvimos com nosso corpo e coração, a ponto de sentirmos o que está sendo dito. Quando nós realmente ouvimos, criamos uma conexão entre nós e o outro; uma ligação invisível que nos conecta e nos permite entrar profundo na pessoa e melhor entender quem ela é e o que deseja, conhecemos seu interior.
O ato de ouvir é uma arte, algo fascinante e gratuito, mas infelizmente nos esquecemos disto com freqüência. Ouvimos pouco nossos filhos, nossos amigos e as pessoas com as quais convivemos diariamente.
Vivemos em uma comunidade que valoriza a informação; no entanto, temos sempre tão pouco tempo e disponibilidade para simplesmente ouvir o outro.
No silêncio das crianças há um programa de vida: sonhos. É dos sonhos que nasce a inteligência, que é a ferramenta que o corpo usa para transformar os seus sonhos em realidade. É preciso escutar as crianças para que a sua inteligência desabroche.
Ouvir é importante em primeiro lugar, porque o ato de ouvir carrega em si uma energia intensa, criativa e as pessoas às quais recorremos quando precisamos de ajuda são justamente aquelas que têm a disponibilidade para nos ouvir incondicionalmente, sem julgamentos ou interrupções. Em segundo lugar, porque ao contarmos um problema a um ouvinte atento, conseguimos muitas vezes achar algum tipo de resposta para nós mesmos.
Quando somos ouvidos, as idéias começam a brotar dentro de nós, inspirando-nos certa confiança e permitindo que desabrochemos como indivíduos. Se alguém ri de suas piadas, você se torna cada vez mais engraçado e motivado a continuar entretendo as pessoas. Este é o princípio do bom ouvinte, proporcionar uma troca de energia que nos reabastece para que não nos cansemos de ouvir o outro.
Qualquer um de nós pode ser um bom ouvinte, porque temos dentro de nós essa capacidade criativa de ouvir. Muitas vezes, porém, esta qualidade desaparece atrás de uma rotina cansativa, de muito trabalho e da necessidade absurda de "fazermos tudo ao mesmo tempo agora".
O resultado deste estresse diário é que passamos a perceber a vida a partir das bordas externas e não de nosso centro criativo, aquele que realmente dá sentido à nossa existência e nos faz continuar caminhando por vontade e não por obrigação.
É crescente o coro dos que acreditam que um amigo pode fazer a diferença no mundo. E a amizade ajuda não apenas a viver mais, como a viver melhor. Quanto mais amigos, mais chances de chegarmos à velhice sem problemas físicos e com maior capacidade de adaptação e aceitação das dificuldades inerentes ao envelhecer. Do contrário, pessoas que não têm amigos, são mais vulneráveis a doenças.
Assuma, hoje mesmo, um compromisso de ouvir melhor. Pratique ouvir o que os outros dizem, foque na outra pessoa, no que ela tem a dizer, não em você mesmo. Veja se você pode ouvir não só o que está sendo dito, mas também o que não está sendo dito. Sinta a conexão criada com a outra pessoa. Tornar-se um melhor ouvinte requer prática, entretanto você abrirá um novo e fascinante mundo de conhecimento. Ouvir nos ajuda a entender melhor os outros e a nós mesmos.
domingo, 15 de novembro de 2009
PARA O CORAÇÃO O PASSADO É TÃO SOMENTE UMA LIÇÃO
PARA O CORAÇÃO O PASSADO É TÃO SOMENTE UMA LIÇÃO
Pilar Casagrande
Quantas vezes nos sentimos perdidos e o coração nos resgatou? É ele que nos mostra o amor tão procurado e que nos indica tudo o que é preciso para ser feliz. E, por mais que isso incomode, ele está sempre certo. Não escutá-lo é dar as costas para a realização.
Tonalizadas pelo coração, as paisagens mais sombrias assumem matrizes brilhantes e coloridos; os eventos do cotidiano tornam-se especiais; e o ambiente em nossa volta transforma-se na habitação da felicidade.
A filtragem do coração faz com que paixões descontroladas se transmutem em sentimentos nobres e construtivos. Com o seu toque, ele revela o essencial em tudo o que existe. Quando permitimos que o encantamento do coração invada por inteiro o nosso viver, tornamo-nos cativantes, pois o magnetismo mágico irradiado por tudo o que fazemos, pensamos e dizemos, fascina a todos que encontramos.
Tudo o que tem a marca do coração da certo. As palavras que nascem no coração conseguem estabelecer uma comunicação perfeita, pois atingem diretamente a alma das outras pessoas.
O coração nos conduz com segurança ao nosso destino, basta confiar nele, pois só os seus olhos enxergam para além dos horizontes imediatos. Ele sabe que podemos realizar os nossos sonhos, pois conhece tudo aquilo que mais desejamos. Por isso, a cada instante, ele nos dá a força para continuarmos lutando...
O coração trás dentro de si todos aqueles a quem ama, sem desejar dominar ninguém. Para ele, não existe posse ou manutenção, pois o amanhã é apenas esperança; e também não existe melancolia ou lamentação, pois o passado é tão somente uma lição. Para o coração só existe o agora.
As razões do coração são as mais doces e o que é insignificante aos olhos do mundo, o coração considera importante. Para ele, uma flor é um tesouro; o orvalho é uma bênção; um sorriso é a beleza em sua forma mais perfeita; e uma hora ao lado de quem se ama é igual há mil anos.
O coração é fiel às leis que regem o universo e à harmonia presente em tudo o que existe. A sabedoria do coração pode parecer tolice, pois ela se apóia em princípios muito simples. Em sua singeleza, porém, está a cura para todos os males do homem e do mundo.
O coração é infalível, porque não julga o outro pelas aparências, mas conhece por inteiro o processo de cada um. Para o coração o melhor momento é o momento oportuno. Assim, ele o espera com tranqüilidade e confiança, pois conhece a mecânica da vida, que privilegia apenas quem está no caminho do bem...
Ao coração só interessa seguir a sua própria natureza. Para ele, prêmios e castigos não fazem sentido algum. Ele jamais é egoísta, volúvel ou desrespeitoso, e a sua alegria está em ser verdadeiro e puro. E sempre é o mesmo, não envelhece, nem se deixa envolver por angustias e perturbações.
O coração é algo indestrutível. Nada pode macular a sua essência, pois ele basta a si mesmo. Ele determina o curso de nossas vidas. Seguir ou não esse curso é algo que nos cabe decidir. É bom lembrar, contudo, que ele não é responsável por nossas escolhas erradas.
O coração é sublime legado de Deus para cada um de seus filhos e por maiores que sejam os descaminhos, ele está sempre lá para orientar; por piores que sejam as dores, ele está sempre disposto a consolar; e por mais longa que seja a jornada, ele estará sempre presente para trilhá-la conosco. Ouvir o coração significa atende-lo, mesmo sem entender completamente os seus motivos...
Pilar Casagrande
Quantas vezes nos sentimos perdidos e o coração nos resgatou? É ele que nos mostra o amor tão procurado e que nos indica tudo o que é preciso para ser feliz. E, por mais que isso incomode, ele está sempre certo. Não escutá-lo é dar as costas para a realização.
Tonalizadas pelo coração, as paisagens mais sombrias assumem matrizes brilhantes e coloridos; os eventos do cotidiano tornam-se especiais; e o ambiente em nossa volta transforma-se na habitação da felicidade.
A filtragem do coração faz com que paixões descontroladas se transmutem em sentimentos nobres e construtivos. Com o seu toque, ele revela o essencial em tudo o que existe. Quando permitimos que o encantamento do coração invada por inteiro o nosso viver, tornamo-nos cativantes, pois o magnetismo mágico irradiado por tudo o que fazemos, pensamos e dizemos, fascina a todos que encontramos.
Tudo o que tem a marca do coração da certo. As palavras que nascem no coração conseguem estabelecer uma comunicação perfeita, pois atingem diretamente a alma das outras pessoas.
O coração nos conduz com segurança ao nosso destino, basta confiar nele, pois só os seus olhos enxergam para além dos horizontes imediatos. Ele sabe que podemos realizar os nossos sonhos, pois conhece tudo aquilo que mais desejamos. Por isso, a cada instante, ele nos dá a força para continuarmos lutando...
O coração trás dentro de si todos aqueles a quem ama, sem desejar dominar ninguém. Para ele, não existe posse ou manutenção, pois o amanhã é apenas esperança; e também não existe melancolia ou lamentação, pois o passado é tão somente uma lição. Para o coração só existe o agora.
As razões do coração são as mais doces e o que é insignificante aos olhos do mundo, o coração considera importante. Para ele, uma flor é um tesouro; o orvalho é uma bênção; um sorriso é a beleza em sua forma mais perfeita; e uma hora ao lado de quem se ama é igual há mil anos.
O coração é fiel às leis que regem o universo e à harmonia presente em tudo o que existe. A sabedoria do coração pode parecer tolice, pois ela se apóia em princípios muito simples. Em sua singeleza, porém, está a cura para todos os males do homem e do mundo.
O coração é infalível, porque não julga o outro pelas aparências, mas conhece por inteiro o processo de cada um. Para o coração o melhor momento é o momento oportuno. Assim, ele o espera com tranqüilidade e confiança, pois conhece a mecânica da vida, que privilegia apenas quem está no caminho do bem...
Ao coração só interessa seguir a sua própria natureza. Para ele, prêmios e castigos não fazem sentido algum. Ele jamais é egoísta, volúvel ou desrespeitoso, e a sua alegria está em ser verdadeiro e puro. E sempre é o mesmo, não envelhece, nem se deixa envolver por angustias e perturbações.
O coração é algo indestrutível. Nada pode macular a sua essência, pois ele basta a si mesmo. Ele determina o curso de nossas vidas. Seguir ou não esse curso é algo que nos cabe decidir. É bom lembrar, contudo, que ele não é responsável por nossas escolhas erradas.
O coração é sublime legado de Deus para cada um de seus filhos e por maiores que sejam os descaminhos, ele está sempre lá para orientar; por piores que sejam as dores, ele está sempre disposto a consolar; e por mais longa que seja a jornada, ele estará sempre presente para trilhá-la conosco. Ouvir o coração significa atende-lo, mesmo sem entender completamente os seus motivos...
FENÔMENO DENOMINADO ADULTESCÊNCIA
FENÔMENO DENOMINADO ADULTESCÊNCIA
Pilar Casagrande
Hoje, a maioria das pessoas desse mundo é jovem. Trata-se não da juventude do corpo, mas sim de estado de espírito e, conseqüentemente, de comportamento. Basta olharmos ao redor para acharmos cinqüentões freqüentando academias; mães compartilhando roupas com as filhas adolescentes; avós esportistas; coroas com tatuagens espalhadas pelo corpo, indo para baladas; e um monte de gente com cerca de 30 anos, já formada, que ainda mora com os pais. Esses exemplos são evidências de que a linha que divide a adolescência da fase adulta está cada vez mais tênue. Essa tendência, que vem sendo bastante analisada e discutida por estudiosos, já foi batizada com o nome de adultescência. Alguns a vêem com olhos preocupados, alegando que os adultescentes são pessoas com dificuldade de aceitar que a juventude já se foi. Por outro lado, outros acreditam que manter uma essência adolescente não só é benéfico como essencial para viver em bem-estar e se adaptar às mudanças que ocorrem com tanta rapidez na sociedade pós-moderna.
Não é à toa que hoje conseguimos, sem grandes dificuldades, identificar adultos que, em muitos momentos, se comportam tal como adolescentes e jovens. É sinal de que mudanças significativas ocorreram na sociedade, de uns tempos para cá. É cada vez mais tardia a independência econômica, o que faz com que muitos jovens adultos permaneçam dependentes dos pais, principalmente nas classes sociais mais elevadas.
O mercado acirrado e as constantes inovações a que os profissionais precisam se adaptar contribui para que os adultos demorem a construir uma família. Talvez por estarmos passando para um modelo social onde o Estado adota cada vez mais funções que antes eram responsabilidades do cidadão. O âmbito de decisão de um adulto está cada vez mais limitado pelo Estado, que de algum modo se transforma em pai dos cidadãos. Mesmo quem já viveu a entrada no mercado de trabalho há tempos não escapa de se comportar como um jovem adolescente. Hoje em dia, não tem idade limite para se divertir, fazer esportes, namorar e até chutar o balde, de vez em quando.
Apesar de admitir que a maturidade adquirida ao longo dos anos me proporcionou muita paz, acho que ter um quê de adolescente é essencial. Depois que nos tornamos adulto e enfrentamos as dificuldades da vida para sobreviver e criar os filhos, não tem jeito, a gente muda. E quem não souber lidar com isso acaba se tornando rabugento ou triste. Eu gosto de estar ao lado de gente light, alegre, feliz, descontraída e espontânea.
Como tudo nessa vida, a tendência do adulto de se comportar como adolescente tem lados positivos e negativos. Como jovens são sempre mais flexíveis quanto a idéias, acho que é positivo que as pessoas não se acomodem e procurem cuidar mais da saúde nessa luta contra o envelhecimento. Por outro lado, não assumir responsabilidades e não aceitar o passar dos anos é algo negativo. Isso ocorre com mais freqüência.
Infelizmente, a nossa cultura valoriza em demasia a juventude e o envelhecer está associado a idéias extremamente negativas, como doença, pobreza, falta de flexibilidade, etc. Se valorizássemos a experiência e a maturidade emocional que são frutos da vivência, não teríamos tanto medo de envelhecer.
Saber dosar o espírito adolescente com os princípios da vida adulta, sem deixar a balança pesar nem pra um lado nem pra outro, é, provavelmente, o grande segredo. Para um adulto, o maior atrativo da adolescência talvez seja esse fugir das responsabilidades. Ser adulto significa planejar, calcular, trabalhar. Só que os planos nem sempre dão certo. Às vezes, os grandes projetos trazem grandes decepções, ou até mesmo quando tudo sai conforme o planejado, a vida parece não ter todo aquele sentido que acreditávamos que teria. E a rotina de trabalho é sufocante. Então há a tentação de voltar para a adolescência, desfrutar do instante presente, buscar novas experiências, experimentar a excitação do momento, sem se preocupar com mais nada. Mas, a dificuldade está em poder ser adulto e, ao mesmo tempo, adolescente sem que isso signifique uma fuga das responsabilidades com a família, com o trabalho e com a sociedade.
Parece que, na verdade, o grande segredo não é saber quais e quantos compromissos jogar para o alto. Mas sim, ser um adulto completo, capaz de cumprir com todas as suas obrigações, mas vivenciando-as de uma forma diferente, enfrentando as responsabilidades com flexibilidade.
Pilar Casagrande
Hoje, a maioria das pessoas desse mundo é jovem. Trata-se não da juventude do corpo, mas sim de estado de espírito e, conseqüentemente, de comportamento. Basta olharmos ao redor para acharmos cinqüentões freqüentando academias; mães compartilhando roupas com as filhas adolescentes; avós esportistas; coroas com tatuagens espalhadas pelo corpo, indo para baladas; e um monte de gente com cerca de 30 anos, já formada, que ainda mora com os pais. Esses exemplos são evidências de que a linha que divide a adolescência da fase adulta está cada vez mais tênue. Essa tendência, que vem sendo bastante analisada e discutida por estudiosos, já foi batizada com o nome de adultescência. Alguns a vêem com olhos preocupados, alegando que os adultescentes são pessoas com dificuldade de aceitar que a juventude já se foi. Por outro lado, outros acreditam que manter uma essência adolescente não só é benéfico como essencial para viver em bem-estar e se adaptar às mudanças que ocorrem com tanta rapidez na sociedade pós-moderna.
Não é à toa que hoje conseguimos, sem grandes dificuldades, identificar adultos que, em muitos momentos, se comportam tal como adolescentes e jovens. É sinal de que mudanças significativas ocorreram na sociedade, de uns tempos para cá. É cada vez mais tardia a independência econômica, o que faz com que muitos jovens adultos permaneçam dependentes dos pais, principalmente nas classes sociais mais elevadas.
O mercado acirrado e as constantes inovações a que os profissionais precisam se adaptar contribui para que os adultos demorem a construir uma família. Talvez por estarmos passando para um modelo social onde o Estado adota cada vez mais funções que antes eram responsabilidades do cidadão. O âmbito de decisão de um adulto está cada vez mais limitado pelo Estado, que de algum modo se transforma em pai dos cidadãos. Mesmo quem já viveu a entrada no mercado de trabalho há tempos não escapa de se comportar como um jovem adolescente. Hoje em dia, não tem idade limite para se divertir, fazer esportes, namorar e até chutar o balde, de vez em quando.
Apesar de admitir que a maturidade adquirida ao longo dos anos me proporcionou muita paz, acho que ter um quê de adolescente é essencial. Depois que nos tornamos adulto e enfrentamos as dificuldades da vida para sobreviver e criar os filhos, não tem jeito, a gente muda. E quem não souber lidar com isso acaba se tornando rabugento ou triste. Eu gosto de estar ao lado de gente light, alegre, feliz, descontraída e espontânea.
Como tudo nessa vida, a tendência do adulto de se comportar como adolescente tem lados positivos e negativos. Como jovens são sempre mais flexíveis quanto a idéias, acho que é positivo que as pessoas não se acomodem e procurem cuidar mais da saúde nessa luta contra o envelhecimento. Por outro lado, não assumir responsabilidades e não aceitar o passar dos anos é algo negativo. Isso ocorre com mais freqüência.
Infelizmente, a nossa cultura valoriza em demasia a juventude e o envelhecer está associado a idéias extremamente negativas, como doença, pobreza, falta de flexibilidade, etc. Se valorizássemos a experiência e a maturidade emocional que são frutos da vivência, não teríamos tanto medo de envelhecer.
Saber dosar o espírito adolescente com os princípios da vida adulta, sem deixar a balança pesar nem pra um lado nem pra outro, é, provavelmente, o grande segredo. Para um adulto, o maior atrativo da adolescência talvez seja esse fugir das responsabilidades. Ser adulto significa planejar, calcular, trabalhar. Só que os planos nem sempre dão certo. Às vezes, os grandes projetos trazem grandes decepções, ou até mesmo quando tudo sai conforme o planejado, a vida parece não ter todo aquele sentido que acreditávamos que teria. E a rotina de trabalho é sufocante. Então há a tentação de voltar para a adolescência, desfrutar do instante presente, buscar novas experiências, experimentar a excitação do momento, sem se preocupar com mais nada. Mas, a dificuldade está em poder ser adulto e, ao mesmo tempo, adolescente sem que isso signifique uma fuga das responsabilidades com a família, com o trabalho e com a sociedade.
Parece que, na verdade, o grande segredo não é saber quais e quantos compromissos jogar para o alto. Mas sim, ser um adulto completo, capaz de cumprir com todas as suas obrigações, mas vivenciando-as de uma forma diferente, enfrentando as responsabilidades com flexibilidade.
E SE O SILÊNCIO FOR A MELHOR FORMA DE ESQUECIMENTO?
E SE O SILÊNCIO FOR A MELHOR FORMA DE ESQUECIMENTO?
Pilar Casagrande
As palavras ainda me saem dos dedos com o tremor de quem foi apanhado de surpresa e não teve tempo sequer para pensar em probabilidades. Entraste sem bater e quase sem que eu notasse, sem sequer fazer esforço me desenhaste um sorriso no rosto que teimava em crescer cada vez que o meu olhar te encontrava e foi com a simplicidade das coisas comuns que tornaste os meus dias mais curtos. Não me deixaste espaço para decidir, mesmo sem tentares as horas passaram a ser tuas, as noites também e eu não tive oportunidade para escolher. Tu foste o anjo que me colocou de pé quando as minhas asas se esqueceram de que podiam voar, mostraste-me que o futuro podia ser agora, não me destes outra hipótese e eu não lutei contra as constantes aparições do teu rosto no meu pensamento.
Ainda procuro as palavras certas, ainda não houve tempo para passar a tua luz para o papel, mas posso dizer-te que brilhavas como nunca tinha visto ninguém brilhar, que era impossível não sorrir perante a força do teu sorriso contra o azul do céu no fundo. Era inevitável a força que transmitias com um olhar quase tão simples como tu, foi-me inevitável seguir os teus passos sem que tivesses de me dizer uma palavra. Ainda procuro as palavras certas, o que dizer de alguém que sempre que via era como se fosse a primeira vez, de alguém que me levou a voar sem asas, que me ensinou algo diferente a cada dia, que me fez voltar a sonhar, que era tão simples, mas ao mesmo tempo tão pouco comum, que pedia tão pouco, mas tinha sempre tanto para dar.
Não posso dizer-te mais, apenas que me completavas, deste-me um novo sentido da realidade e me mostraste um lado da vida que desconhecia, apenas posso dizer-te que cada dia contigo era uma lição aprendida e um sonho tornado realidade. Deste a volta por cima às certezas que eu tinha e, que ainda tento perceber como foi que entraste em minha vida, tão depressa, sem pedir licença nem esperar que eu deixasse, fizeste-me dar o braço a torcer e talvez te tenha mesmo convidado a entrar...
Consumiste o tempo que te entreguei em mãos como se fosse teu. A tua sede de amar, os momentos, os laços cortados com a pressa de uma palavra rasgada ao vento. Então, quis ver-me livre de ti assim que me foi possível. E se alguma vez disse que te amava, hoje te digo que o amor não tem de ser eterno, que nós é que nos iludimos, digo-te que há outro sorriso no lugar do teu e que, afinal, eu não precisava de ti... É dura a escolha que fazemos do destino, eu escolhi nunca mais te querer a meu lado, pois vezes demais a vida me doeu por tua causa. E se, por vezes, me fizeste sorrir e o teu riso ainda ecoa na distância do caminho, foram muitas às vezes em que escondi de ti as lágrimas que desfiava ao luar. Então eu desisti, como se desiste de um jogo antes de se perder, larguei a tua mão, com o pouco que me restava, e fiz o meu caminho, mesmo sem saber em que esquinas virar, pois qualquer rua é melhor do que a estrada que percorri contigo. E porque já não me és quase nada senão pena, o teu rosto longe de mim como nunca, já não me serves de sol nos dias de chuva, nem de abraço nas noites frias. Eu já não preciso de ti como sempre pensei que precisava, afinal não eras tudo...
Angustia-me a pressa dos dias com que te apago do coração. A pontaria das palavras, o tiro certeiro com que as soltavas, uma a uma, nas minhas mãos, a destreza com que me desfiz de tudo o que era teu. Eu não vou voltar atrás, pois aprendi a andar sem que me leves pela mão.
A chuva já não me traz restos de nós e eu sei que o meu tempo, agora, é todo meu. O tempo passa e, embora não cure tudo, secou as lágrimas que nunca caíram a seu devido tempo. Foi tudo tão urgente que o tempo passou por nós e só ficaram as lições, e eu aprendi que não se toca o céu com os pés ainda no chão. Se o tempo tem vantagens, as lições são uma delas, mesmo decoradas à força nas noites em que o vento se arrasta por um passado que durou tempo demais ou por um futuro que nunca chega como esperado...
Se o tempo tem vantagens, as lições são uma delas, mesmo decoradas à força nas noites em que o vento se arrasta por um passado que durou tempo demais, por um futuro que nunca chega como esperado... Eu aprendi que não se toca o céu com os pés ainda no chão!
Sorriste demais e vezes demais eu te pensei indispensável, mas indispensável é sonhar, indispensável é sorrir quando nada mais nos resta, é pensar no céu e ver sempre uma estrela; indispensável é fechar os olhos à noite com a tranqüilidade de uma lembrança e perceber que o tempo não dá tempo de esperar por ninguém...Urgente é sonhar o tempo todo sem que ninguém nos interrompa a paz que um sonho demora a construir...
Pilar Casagrande
As palavras ainda me saem dos dedos com o tremor de quem foi apanhado de surpresa e não teve tempo sequer para pensar em probabilidades. Entraste sem bater e quase sem que eu notasse, sem sequer fazer esforço me desenhaste um sorriso no rosto que teimava em crescer cada vez que o meu olhar te encontrava e foi com a simplicidade das coisas comuns que tornaste os meus dias mais curtos. Não me deixaste espaço para decidir, mesmo sem tentares as horas passaram a ser tuas, as noites também e eu não tive oportunidade para escolher. Tu foste o anjo que me colocou de pé quando as minhas asas se esqueceram de que podiam voar, mostraste-me que o futuro podia ser agora, não me destes outra hipótese e eu não lutei contra as constantes aparições do teu rosto no meu pensamento.
Ainda procuro as palavras certas, ainda não houve tempo para passar a tua luz para o papel, mas posso dizer-te que brilhavas como nunca tinha visto ninguém brilhar, que era impossível não sorrir perante a força do teu sorriso contra o azul do céu no fundo. Era inevitável a força que transmitias com um olhar quase tão simples como tu, foi-me inevitável seguir os teus passos sem que tivesses de me dizer uma palavra. Ainda procuro as palavras certas, o que dizer de alguém que sempre que via era como se fosse a primeira vez, de alguém que me levou a voar sem asas, que me ensinou algo diferente a cada dia, que me fez voltar a sonhar, que era tão simples, mas ao mesmo tempo tão pouco comum, que pedia tão pouco, mas tinha sempre tanto para dar.
Não posso dizer-te mais, apenas que me completavas, deste-me um novo sentido da realidade e me mostraste um lado da vida que desconhecia, apenas posso dizer-te que cada dia contigo era uma lição aprendida e um sonho tornado realidade. Deste a volta por cima às certezas que eu tinha e, que ainda tento perceber como foi que entraste em minha vida, tão depressa, sem pedir licença nem esperar que eu deixasse, fizeste-me dar o braço a torcer e talvez te tenha mesmo convidado a entrar...
Consumiste o tempo que te entreguei em mãos como se fosse teu. A tua sede de amar, os momentos, os laços cortados com a pressa de uma palavra rasgada ao vento. Então, quis ver-me livre de ti assim que me foi possível. E se alguma vez disse que te amava, hoje te digo que o amor não tem de ser eterno, que nós é que nos iludimos, digo-te que há outro sorriso no lugar do teu e que, afinal, eu não precisava de ti... É dura a escolha que fazemos do destino, eu escolhi nunca mais te querer a meu lado, pois vezes demais a vida me doeu por tua causa. E se, por vezes, me fizeste sorrir e o teu riso ainda ecoa na distância do caminho, foram muitas às vezes em que escondi de ti as lágrimas que desfiava ao luar. Então eu desisti, como se desiste de um jogo antes de se perder, larguei a tua mão, com o pouco que me restava, e fiz o meu caminho, mesmo sem saber em que esquinas virar, pois qualquer rua é melhor do que a estrada que percorri contigo. E porque já não me és quase nada senão pena, o teu rosto longe de mim como nunca, já não me serves de sol nos dias de chuva, nem de abraço nas noites frias. Eu já não preciso de ti como sempre pensei que precisava, afinal não eras tudo...
Angustia-me a pressa dos dias com que te apago do coração. A pontaria das palavras, o tiro certeiro com que as soltavas, uma a uma, nas minhas mãos, a destreza com que me desfiz de tudo o que era teu. Eu não vou voltar atrás, pois aprendi a andar sem que me leves pela mão.
A chuva já não me traz restos de nós e eu sei que o meu tempo, agora, é todo meu. O tempo passa e, embora não cure tudo, secou as lágrimas que nunca caíram a seu devido tempo. Foi tudo tão urgente que o tempo passou por nós e só ficaram as lições, e eu aprendi que não se toca o céu com os pés ainda no chão. Se o tempo tem vantagens, as lições são uma delas, mesmo decoradas à força nas noites em que o vento se arrasta por um passado que durou tempo demais ou por um futuro que nunca chega como esperado...
Se o tempo tem vantagens, as lições são uma delas, mesmo decoradas à força nas noites em que o vento se arrasta por um passado que durou tempo demais, por um futuro que nunca chega como esperado... Eu aprendi que não se toca o céu com os pés ainda no chão!
Sorriste demais e vezes demais eu te pensei indispensável, mas indispensável é sonhar, indispensável é sorrir quando nada mais nos resta, é pensar no céu e ver sempre uma estrela; indispensável é fechar os olhos à noite com a tranqüilidade de uma lembrança e perceber que o tempo não dá tempo de esperar por ninguém...Urgente é sonhar o tempo todo sem que ninguém nos interrompa a paz que um sonho demora a construir...
sábado, 14 de novembro de 2009
CRIANDO A ILUSÓRIA IMPRESSÃO DE SERENIDADE
CRIANDO A ILUSÓRIA IMPRESSÃO DE SERENIDADE
Pilar Casagrande
Chegamos a um dos maiores paradoxos de nossas vidas; seguir todo o seu desejo e instinto, vivendo uma vida de inúmeros transtornos seguidos, tendo que guerrear para conseguir ter o mínimo de seu ambiente, adaptar-se "socialmente" ao ambiente, escondendo-se em sucessivas mentiras, tentando enganar a si mesmo ao mesmo tempo em que vive enganando todos a sua volta, ou, tolher a manifestação dessa energia negativa correndo o risco de criar uma incurável doença a si mesmo... Cabe a cada um, achar um meio termo plausível para sobreviver a essas questões.
Temos muita tristeza acumulada dentro de nós; todos somos loucos, neuróticos, desequilibrados, desorientados e os piores entre nós são exatamente os que pensam ser lúcidos, criando a ilusória impressão de serenidade, que não passa de preconceito cristalizado das percepções do seu ambiente.
Você deve moldar o seu ambiente, só você tem capacidade para isso. Mas, a maioria das pessoas deixa-se ser amoldado pelo ambiente, adaptando-se a tudo, sendo apenas mais um da sua rua, do seu bairro e da sua cidade. Mais um, entre tantos insignificantes que vivem à nossa volta, e sequer sabemos o seu nome. Todos em sua pose, ostentando a empáfia de sua pequenez, exibindo-se ao público escondidos em suas posses materiais. Tudo isso, apenas para esconder o vazio de suas idéias, e a futilidade de suas emoções.
É fácil para mim, já mais do que (mal)criada, com a maioria dos meus preconceitos arraigados, com a vida definida, depois de ter ganhado meu espaço após muitos e muitos gritos; muitas e muitas brigas, e com uma razoável vivência sobre o mundo que me cerca.
Hoje vejo o que aconteceu com todos aqueles que me afetaram, e concluo que conseguiram muito pouco em todo esse tempo. Observo pessoas educadas e bem vestidas em seus carros lustrosos e bem lavados, com olhar de medo e um imenso vazio de idéias e sentimentos... Hoje vejo a conseqüência do veneno destilado das maledicências, nas inúmeras pessoas que já partiram "vítimas" de doenças terríveis.
Não há critérios e cada pessoa gosta daquilo que você desperta nela, apenas isso!
Gostar ou odiar alguém é subjetivo, você gosta ou odeia os sentimentos que uma pessoa é capaz de lhe provocar. Isso explica porque grandes amantes viram inimigos mortais.
A dualidade está em tudo, a começar por nossos sentimentos, pois uma pessoa que nos atraiu demais em outros tempos, hoje pode nos causar repugnância.
Ser calmo é manter o estado de calma e o oposto de estar nervoso, agitado, irritando ou stressado. Acho que apenas os cadáveres são calmos. Então, tolerar é o mesmo que suportar, calar, engolir, deixar pra lá. Mas, acontece que o deixa pra lá não resolve e você só saberá que está pisando no meu pé se eu te disser.
Não existe problema insolúvel, o que existe são dois modos de resolver as coisas, por bem ou por mal. Infelizmente a maioria das pessoas é muito ignorante e intransigente!
O caminho do entendimento ainda é o menos procurado e, muitos ainda querem resolver prejudicando as outras partes envolvidas; como se, sua vitória na vida, dependesse de derrubar o outro a qualquer custo. Mesmo que esse custo lhe traga mais transtornos do que ganhos.
A maioria das pessoas não busca a sua vitória e nem tampouco levantar a si mesmo, porque a maioria se despende a querer derrubar quem está em situação melhor. Se você está triste, ninguém irá se importar. Se você não tem nem o que comer, ninguém irá se importar. Mas se você estiver alegre e de bolso cheio, juntarão inúmeros parasitas a sua volta querendo sugar de você o que puderem.
A sua vida é problema seu, e ninguém está interessado em saber dos seus problemas... Boa ou ruim, depende da maneira como digerimos nossos sentimentos. Certo ou errado, depende da maneira como conseguimos enxergar a nossa vida, e quebrar nossos próprios preconceitos. Útil ou nocivo, depende do quanto acrescenta ou prejudica o TODO!
Pilar Casagrande
Chegamos a um dos maiores paradoxos de nossas vidas; seguir todo o seu desejo e instinto, vivendo uma vida de inúmeros transtornos seguidos, tendo que guerrear para conseguir ter o mínimo de seu ambiente, adaptar-se "socialmente" ao ambiente, escondendo-se em sucessivas mentiras, tentando enganar a si mesmo ao mesmo tempo em que vive enganando todos a sua volta, ou, tolher a manifestação dessa energia negativa correndo o risco de criar uma incurável doença a si mesmo... Cabe a cada um, achar um meio termo plausível para sobreviver a essas questões.
Temos muita tristeza acumulada dentro de nós; todos somos loucos, neuróticos, desequilibrados, desorientados e os piores entre nós são exatamente os que pensam ser lúcidos, criando a ilusória impressão de serenidade, que não passa de preconceito cristalizado das percepções do seu ambiente.
Você deve moldar o seu ambiente, só você tem capacidade para isso. Mas, a maioria das pessoas deixa-se ser amoldado pelo ambiente, adaptando-se a tudo, sendo apenas mais um da sua rua, do seu bairro e da sua cidade. Mais um, entre tantos insignificantes que vivem à nossa volta, e sequer sabemos o seu nome. Todos em sua pose, ostentando a empáfia de sua pequenez, exibindo-se ao público escondidos em suas posses materiais. Tudo isso, apenas para esconder o vazio de suas idéias, e a futilidade de suas emoções.
É fácil para mim, já mais do que (mal)criada, com a maioria dos meus preconceitos arraigados, com a vida definida, depois de ter ganhado meu espaço após muitos e muitos gritos; muitas e muitas brigas, e com uma razoável vivência sobre o mundo que me cerca.
Hoje vejo o que aconteceu com todos aqueles que me afetaram, e concluo que conseguiram muito pouco em todo esse tempo. Observo pessoas educadas e bem vestidas em seus carros lustrosos e bem lavados, com olhar de medo e um imenso vazio de idéias e sentimentos... Hoje vejo a conseqüência do veneno destilado das maledicências, nas inúmeras pessoas que já partiram "vítimas" de doenças terríveis.
Não há critérios e cada pessoa gosta daquilo que você desperta nela, apenas isso!
Gostar ou odiar alguém é subjetivo, você gosta ou odeia os sentimentos que uma pessoa é capaz de lhe provocar. Isso explica porque grandes amantes viram inimigos mortais.
A dualidade está em tudo, a começar por nossos sentimentos, pois uma pessoa que nos atraiu demais em outros tempos, hoje pode nos causar repugnância.
Ser calmo é manter o estado de calma e o oposto de estar nervoso, agitado, irritando ou stressado. Acho que apenas os cadáveres são calmos. Então, tolerar é o mesmo que suportar, calar, engolir, deixar pra lá. Mas, acontece que o deixa pra lá não resolve e você só saberá que está pisando no meu pé se eu te disser.
Não existe problema insolúvel, o que existe são dois modos de resolver as coisas, por bem ou por mal. Infelizmente a maioria das pessoas é muito ignorante e intransigente!
O caminho do entendimento ainda é o menos procurado e, muitos ainda querem resolver prejudicando as outras partes envolvidas; como se, sua vitória na vida, dependesse de derrubar o outro a qualquer custo. Mesmo que esse custo lhe traga mais transtornos do que ganhos.
A maioria das pessoas não busca a sua vitória e nem tampouco levantar a si mesmo, porque a maioria se despende a querer derrubar quem está em situação melhor. Se você está triste, ninguém irá se importar. Se você não tem nem o que comer, ninguém irá se importar. Mas se você estiver alegre e de bolso cheio, juntarão inúmeros parasitas a sua volta querendo sugar de você o que puderem.
A sua vida é problema seu, e ninguém está interessado em saber dos seus problemas... Boa ou ruim, depende da maneira como digerimos nossos sentimentos. Certo ou errado, depende da maneira como conseguimos enxergar a nossa vida, e quebrar nossos próprios preconceitos. Útil ou nocivo, depende do quanto acrescenta ou prejudica o TODO!
CONCLUIR QUE A MELHOR OPÇÃO É CAIR FORA NÃO É NADA FÁCIL
CONCLUIR QUE A MELHOR OPÇÃO É CAIR FORA NÃO É NADA FÁCIL
Pilar Casagrande
A mente deseja ter sempre mais do que está disponível. Se ela não consegue obter mais, ela então produz fantasias e imaginações e as projeta sobre o mundo. É necessário compreender de uma vez por todas que “mais” não é “melhor”. É impossível chegar ao fim de “mais”, sempre há algo que está mais além. Mas com certeza é possível chegar ao fim de “menos”, que é uma abordagem muito mais inteligente. Quantas vezes na vida não tivemos que desistir de algo para ir a busca de coisas novas?
Há certos momentos em que o melhor a fazer é tirar nosso time de campo, jogar a toalha, dizer adeus, ou simplesmente partir para outra; outro trabalho, outros conceitos, outra pessoa, outra cidade, enfim outra vida.
O princípio de todo aprendizado consiste em conhecer nossos erros e falhas de julgamento. Concluir que a melhor opção é cair fora não é nada fácil. Acreditamos, lutamos e perseguimos, com todo nosso amor e nosso ódio, a tudo que almejamos; porém, no meio desse caminho, aprendemos coisas novas, absorvemos novos parâmetros, e nosso coração assimila todas as emoções e aflições inerentes a essa busca.
A vida é uma constante luta contra nós mesmos, somos impelidos a buscar nossos caminhos e criar soluções a nossos problemas mais íntimos. Só não podemos desistir da vida... Mas, e o resto? Nada nessa vida é fácil. Só é fácil quando já adquirimos habilidade de tanto ter realizado. Qualquer coisa só se torna fácil se dermos o primeiro passo, nos esforçarmos em aprender, e praticarmos constantemente.
Há momentos em que temos que desistir para provar a nós mesmos nossa coragem para virar a mesa na intenção de ganhar o jogo, esse cruel e intrínseco jogo que a vida nos impõe de maneira inexorável.
Em alguns casos é possível somente adiar determinado projeto por falta de certos recursos no momento, mas em outros, o melhor a fazer é desistir de vez da idéia, nos desapegarmos completamente do dinheiro gasto e da dedicação despedida nesse intento que não rendeu os frutos esperados.
Além da coragem, precisamos de desprendimento para desistir. E para isso, abandonamos de vez os esforços, os investimentos e o pensamento que nos prendia a esse projeto duvidoso, caindo no vazio, um vácuo tremendo que se forma em nossos corações. Esse vácuo é o maior perigo de nossas vidas, pois todo vácuo é sempre preenchido por "algo" e esse algo pode ser imensamente danoso a nós.
Quando ainda pensamos em desistir buscamos as opiniões de quem está a nossa volta, que na maioria das vezes nos deprime ainda mais. Nos perdemos mais ainda em nossas dúvidas, nos confundimos além do que já estamos, restando-nos somente apelar para a premissa que sempre ouvimos, mas nunca nos atentamos a ela: escute seu coração, faça o que ele mandar! Teu coração é teu guia.
Devemos sempre lutar e ter visão positiva para alcançar o que almejamos, porém também temos que ter censo crítico para reconhecer nossos limites, coração aberto para sentir quando determinados caminhos não nos agradam e, o mais importante, humildade para reconhecer nossos erros e falhas de julgamento.
Devemos, a partir de agora começar a desistir de tudo o que tolhe nossa compreensão e nossa capacidade: das críticas mordazes, da visão pessimista, do ódio, do desejo de vingança, da maldade, da injustiça, da injúria sem propósito, da pobreza da alma, do preconceito de um modo geral, do egoísmo extremo, das exigências excessivas, do comodismo e de tudo aquilo que nos impede de seguir adiante.
Desistir não é ser derrotado, mas sair de um jogo aonde nossa vitória nos trará mais aborrecimentos do que alegrias. Desistir de algo deve ser apenas uma mudança de rota ou de objetivo, mas nunca uma entrega ao fracasso. Desistir é necessário.
Pilar Casagrande
A mente deseja ter sempre mais do que está disponível. Se ela não consegue obter mais, ela então produz fantasias e imaginações e as projeta sobre o mundo. É necessário compreender de uma vez por todas que “mais” não é “melhor”. É impossível chegar ao fim de “mais”, sempre há algo que está mais além. Mas com certeza é possível chegar ao fim de “menos”, que é uma abordagem muito mais inteligente. Quantas vezes na vida não tivemos que desistir de algo para ir a busca de coisas novas?
Há certos momentos em que o melhor a fazer é tirar nosso time de campo, jogar a toalha, dizer adeus, ou simplesmente partir para outra; outro trabalho, outros conceitos, outra pessoa, outra cidade, enfim outra vida.
O princípio de todo aprendizado consiste em conhecer nossos erros e falhas de julgamento. Concluir que a melhor opção é cair fora não é nada fácil. Acreditamos, lutamos e perseguimos, com todo nosso amor e nosso ódio, a tudo que almejamos; porém, no meio desse caminho, aprendemos coisas novas, absorvemos novos parâmetros, e nosso coração assimila todas as emoções e aflições inerentes a essa busca.
A vida é uma constante luta contra nós mesmos, somos impelidos a buscar nossos caminhos e criar soluções a nossos problemas mais íntimos. Só não podemos desistir da vida... Mas, e o resto? Nada nessa vida é fácil. Só é fácil quando já adquirimos habilidade de tanto ter realizado. Qualquer coisa só se torna fácil se dermos o primeiro passo, nos esforçarmos em aprender, e praticarmos constantemente.
Há momentos em que temos que desistir para provar a nós mesmos nossa coragem para virar a mesa na intenção de ganhar o jogo, esse cruel e intrínseco jogo que a vida nos impõe de maneira inexorável.
Em alguns casos é possível somente adiar determinado projeto por falta de certos recursos no momento, mas em outros, o melhor a fazer é desistir de vez da idéia, nos desapegarmos completamente do dinheiro gasto e da dedicação despedida nesse intento que não rendeu os frutos esperados.
Além da coragem, precisamos de desprendimento para desistir. E para isso, abandonamos de vez os esforços, os investimentos e o pensamento que nos prendia a esse projeto duvidoso, caindo no vazio, um vácuo tremendo que se forma em nossos corações. Esse vácuo é o maior perigo de nossas vidas, pois todo vácuo é sempre preenchido por "algo" e esse algo pode ser imensamente danoso a nós.
Quando ainda pensamos em desistir buscamos as opiniões de quem está a nossa volta, que na maioria das vezes nos deprime ainda mais. Nos perdemos mais ainda em nossas dúvidas, nos confundimos além do que já estamos, restando-nos somente apelar para a premissa que sempre ouvimos, mas nunca nos atentamos a ela: escute seu coração, faça o que ele mandar! Teu coração é teu guia.
Devemos sempre lutar e ter visão positiva para alcançar o que almejamos, porém também temos que ter censo crítico para reconhecer nossos limites, coração aberto para sentir quando determinados caminhos não nos agradam e, o mais importante, humildade para reconhecer nossos erros e falhas de julgamento.
Devemos, a partir de agora começar a desistir de tudo o que tolhe nossa compreensão e nossa capacidade: das críticas mordazes, da visão pessimista, do ódio, do desejo de vingança, da maldade, da injustiça, da injúria sem propósito, da pobreza da alma, do preconceito de um modo geral, do egoísmo extremo, das exigências excessivas, do comodismo e de tudo aquilo que nos impede de seguir adiante.
Desistir não é ser derrotado, mas sair de um jogo aonde nossa vitória nos trará mais aborrecimentos do que alegrias. Desistir de algo deve ser apenas uma mudança de rota ou de objetivo, mas nunca uma entrega ao fracasso. Desistir é necessário.
CADA QUAL TEM UMA MANEIRA DIFERENTE DE AMAR
CADA QUAL TEM UMA MANEIRA DIFERENTE DE AMAR
Pilar Casagrande
Se nós somos românticos e carinhosos, não podemos exigir que todos o sejam, pois existem pessoas capazes de amar intensamente, sem o declararem...É uma questão de personalidade, e se amamos alguém, temos que amar apesar de ser como é, e não porque ele preenche todas nossas necessidades, idéias e ideais. Isso é meio utópico. E talvez seja esse o motivo porque tanta gente passa pela vida sem "encontrar" o amor. Possivelmente muitas vezes o teve ao alcance das mãos, mas não soube "vê-lo".
A vida sempre nos coloca pessoas e situações que derrubam muito das definições primordiais que temos. Só acreditamos naquilo que temos conhecimento de sua existência. Muitos ainda não acreditam em amor porque nunca tiveram a oportunidade de desfrutar sequer um mínimo do que isso seja. Outros ignoram a paixão por temer as dores já sentidas em suas relações anteriores. E, em muitos momentos, que chegamos a descrer da possibilidade de vivermos os melhores sentimentos que podemos ter. A vida nos mostra que ainda nos falta conhecer um pouco mais sobre nós mesmos.
Todos os nossos sentimentos existem dentro de nós, embora muitos estejam sufocados. E, os mais saudáveis deles encontram-se, adormecidos na maioria das vezes. Sentimento não tem critério nem tem escolha, ele apenas se manifesta, surta. Aparece do nada... Simplesmente sentimos essas energias de acordo com as relações que mantemos e as situações em que vivemos. Nunca sabemos o que iremos sentir, nunca saberemos quem irá tocar nossos sentimentos de um modo diferente do que qualquer outro tenha conseguido. Ignoramos completamente os sentimentos que nunca experimentamos, e por causa disso, pensamos que eles não existem. Chegando a achar que sejam apenas devaneios de poetas depressivos...
A natureza é sábia, e nos mostra nesses momentos que não estamos sozinhos em nossa luta. Nos momentos cruciais, em que chegamos ao ápice do desânimo, quando a depressão começa a aproximar-se, o vazio a "ocupar um espaço" maior do que o tolerável. Surge alguém que mexe com nossos sentimentos de um modo diferente.
Num momento em que criticava tantos cascalhos que me apareceram, descubro uma pedra valiosa que me recompensa todo cascalho que tive de revirar. Reconhecemos muitas semelhanças no que pensamos, sentimos e desejamos. Uma mútua admiração que reforça ainda mais o carinho que temos. Um turbilhão de emoções nos faz levantar muitas poeiras do passado que ainda incomodam, perdemos nosso pudor quando dizemos tudo o que estamos sentindo. Apenas somos sinceros, loucos da pior espécie, que se atrevem a manifestar o que sentem e dizer o que pensam. Talvez por isso nos queremos tanto!
É preciso acreditar no amor que temos em nossos corações, mesmo que ele esteja silencioso e sufocado em meio a um ambiente turbulento. É preciso acreditar na paixão, mesmo que suas paixões anteriores tenham trazido muitas dores consigo. É preciso dar liberdade para que possamos ser o melhor par de quem amamos. Sem acreditar no amor, a vida perde todo o seu sentido...
Não há linearidade na evolução de nossos sentimentos, temos que sorrir e também temos que chorar muitas vezes para entendermos a complexidade que a mente humana cria para si mesmo. Temos que chorar e nos decepcionar para compreendermos nossas fraquezas. Temos que dar, sempre o melhor de nós, para a pessoa que nos alegra por ser do jeito que é. Temos que plantar sorrisos para colhermos alegrias. Temos que nos calar das críticas para deixarmos de poluir as energias de nosso próprio ser. Temos que dar mais carinho porque as feridas são muitas. Temos que viver porque é a única coisa que temos a fazer na vida. Temos que amar para darmos um sentido às nossas vidas e termos capacidade de amar ainda mais...
Pilar Casagrande
Se nós somos românticos e carinhosos, não podemos exigir que todos o sejam, pois existem pessoas capazes de amar intensamente, sem o declararem...É uma questão de personalidade, e se amamos alguém, temos que amar apesar de ser como é, e não porque ele preenche todas nossas necessidades, idéias e ideais. Isso é meio utópico. E talvez seja esse o motivo porque tanta gente passa pela vida sem "encontrar" o amor. Possivelmente muitas vezes o teve ao alcance das mãos, mas não soube "vê-lo".
A vida sempre nos coloca pessoas e situações que derrubam muito das definições primordiais que temos. Só acreditamos naquilo que temos conhecimento de sua existência. Muitos ainda não acreditam em amor porque nunca tiveram a oportunidade de desfrutar sequer um mínimo do que isso seja. Outros ignoram a paixão por temer as dores já sentidas em suas relações anteriores. E, em muitos momentos, que chegamos a descrer da possibilidade de vivermos os melhores sentimentos que podemos ter. A vida nos mostra que ainda nos falta conhecer um pouco mais sobre nós mesmos.
Todos os nossos sentimentos existem dentro de nós, embora muitos estejam sufocados. E, os mais saudáveis deles encontram-se, adormecidos na maioria das vezes. Sentimento não tem critério nem tem escolha, ele apenas se manifesta, surta. Aparece do nada... Simplesmente sentimos essas energias de acordo com as relações que mantemos e as situações em que vivemos. Nunca sabemos o que iremos sentir, nunca saberemos quem irá tocar nossos sentimentos de um modo diferente do que qualquer outro tenha conseguido. Ignoramos completamente os sentimentos que nunca experimentamos, e por causa disso, pensamos que eles não existem. Chegando a achar que sejam apenas devaneios de poetas depressivos...
A natureza é sábia, e nos mostra nesses momentos que não estamos sozinhos em nossa luta. Nos momentos cruciais, em que chegamos ao ápice do desânimo, quando a depressão começa a aproximar-se, o vazio a "ocupar um espaço" maior do que o tolerável. Surge alguém que mexe com nossos sentimentos de um modo diferente.
Num momento em que criticava tantos cascalhos que me apareceram, descubro uma pedra valiosa que me recompensa todo cascalho que tive de revirar. Reconhecemos muitas semelhanças no que pensamos, sentimos e desejamos. Uma mútua admiração que reforça ainda mais o carinho que temos. Um turbilhão de emoções nos faz levantar muitas poeiras do passado que ainda incomodam, perdemos nosso pudor quando dizemos tudo o que estamos sentindo. Apenas somos sinceros, loucos da pior espécie, que se atrevem a manifestar o que sentem e dizer o que pensam. Talvez por isso nos queremos tanto!
É preciso acreditar no amor que temos em nossos corações, mesmo que ele esteja silencioso e sufocado em meio a um ambiente turbulento. É preciso acreditar na paixão, mesmo que suas paixões anteriores tenham trazido muitas dores consigo. É preciso dar liberdade para que possamos ser o melhor par de quem amamos. Sem acreditar no amor, a vida perde todo o seu sentido...
Não há linearidade na evolução de nossos sentimentos, temos que sorrir e também temos que chorar muitas vezes para entendermos a complexidade que a mente humana cria para si mesmo. Temos que chorar e nos decepcionar para compreendermos nossas fraquezas. Temos que dar, sempre o melhor de nós, para a pessoa que nos alegra por ser do jeito que é. Temos que plantar sorrisos para colhermos alegrias. Temos que nos calar das críticas para deixarmos de poluir as energias de nosso próprio ser. Temos que dar mais carinho porque as feridas são muitas. Temos que viver porque é a única coisa que temos a fazer na vida. Temos que amar para darmos um sentido às nossas vidas e termos capacidade de amar ainda mais...
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